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Instâncias de processo

Em Instâncias você acompanha as execuções em andamento e o histórico de processos já concluídos.

Quem enxerga e quem pode cancelar

Gerente, Administrador e Super Admin veem todas as instâncias do tenant. O Usuário vê as instâncias em que entra: as que iniciou, as em que tem tarefa agora e as em que já teve tarefa.

É a mesma regra que a tela de Tarefas aplica, e é de propósito que as duas telas concordem: quem enxerga a instância enxerga as tarefas dela.

Uma instância de que você não participa responde como se não existisse — é de propósito: dizer "acesso negado" já confirmaria que ela existe.

Cancelar, suspender, reativar e destravar uma etapa automática que falhou são ações de Gerente ou Administrador. Se você não vê esses botões, é porque seu papel não os tem — não é falha da tela.

O que é uma instância?

Uma instância é cada execução de um processo ou caso. Quando alguém inicia o processo "Aprovação de Compra", é criada uma instância — cada solicitação é uma instância separada, independente.

Iniciando um processo

  1. Acesse Instâncias na barra lateral e clique em Nova instância
    ou abra o Catálogo de Processos para ver os processos disponíveis e inicie a partir daí
  2. Selecione o processo ou caso desejado
  3. Preencha o formulário de início (variáveis iniciais do processo)
  4. Clique em Iniciar

A instância é criada e as primeiras tarefas são distribuídas automaticamente aos responsáveis.

Executar como teste

Quem administra o tenant vê, na janela de início, o interruptor Executar como teste. Ele existe porque publicar uma versão sem rodar uma instância antes é fazer mal o trabalho — e até agora a plataforma não sabia dizer, depois, que aquilo tinha sido um teste.

O fluxo roda de verdade. Webhook dispara, robô roda, e-mail sai, agente gasta token. Isso é proposital: um teste que pula o webhook não testa o webhook. Quem roda o teste responde por onde ele cai.

O que muda:

  • a instância nasce marcada, e a marca é do início — não há tela, botão nem endpoint que a coloque ou tire depois; é isso que faz "isso foi teste?" deixar de ser discussão;
  • ela e as tarefas dela só aparecem para quem modela (Admin ou Super Admin). Esconder a instância e deixar a tarefa cair na caixa de quem opera seria pior do que não esconder nada;
  • tudo que ela iniciar nasce marcado: subprocesso de um processo, subcaso de um caso, processo chamado por um caso e caso chamado por um processo. Subprocesso embutido não conta — ele roda dentro da mesma instância, que já está marcada;
  • ela não entra na carga do processo no Acompanhamento nem no autoaprendizado, e aparece lá como uma contagem à parte: "N execução(ões) de teste, fora destes números";
  • ela continua no histórico e na exportação de auditoria, marcada como teste. Ela aconteceu de verdade, e disparou o que dispara.

A marca vale por 90 dias

Passado esse prazo a marca expira e a execução volta a ser uma linha comum: reaparece no Acompanhamento e, se por acaso ainda tiver tarefa aberta, essa tarefa passa a chegar na caixa de quem opera. O registro de execuções de teste não pode crescer para sempre — os contadores do Dashboard o consultam a cada carregamento —, e uma execução de teste que ainda espera alguém três meses depois não é um teste em andamento: é trabalho abandonado, e o lugar honesto dele é a lista onde trabalho abandonado aparece. O Super Admin ajusta o prazo pela configuração do servidor (TEST_INSTANCE_RETENTION_DAYS). Nada é apagado do histórico: o que expira é o esconderijo.

Assistentes de IA podem iniciar por você?

Só se o processo permitir. Na aba Configuração do processo, o campo Assistentes de IA (MCP) decide o que um assistente conectado à plataforma pode fazer nele:

  • Nada — é o padrão. O processo não aceita ser iniciado nem ter tarefa concluída por assistente.
  • Iniciar e ler — o assistente inicia instâncias e lê a sua caixa de tarefas, mas nunca conclui nenhuma.
  • Iniciar e concluir — o assistente também conclui tarefas, e só depois de mostrar a você exatamente o que vai gravar e para onde a instância vai; você confirma antes de valer.

O assistente nunca alcança mais do que você já alcança: ele age em seu nome, dentro das suas permissões. Concluir exige ainda que a tarefa esteja assumida por você — assumir é sempre um passo à parte, para você notar se a tarefa é a errada — e vale uma tarefa por vez, nunca a caixa inteira. Toda conclusão feita assim fica marcada no histórico da tarefa como vinda de um assistente, para que uma leitura futura distinga o que você digitou do que ele enviou por você.

Quem muda esse campo é quem administra o processo, na tela. Nenhum assistente muda a própria permissão.

Acompanhando uma instância

Clique em qualquer instância para ver seu detalhe:

InformaçãoDescrição
StatusEm andamento, concluído, suspenso, com erro
Etapa atualEm qual passo do processo a instância está
Tarefas ativasQuais tarefas estão aguardando execução
HistóricoTodas as etapas já concluídas com registros de quem fez e quando
VariáveisDados que o processo carrega e utiliza ao longo do fluxo
AnexosArquivos vinculados à instância, no painel aberto pelo botão Anexos

A lista mostra, sob o nome do processo, em qual versão aquela instância roda. Isso importa depois de republicar um processo: as instâncias que já estavam correndo terminam na versão em que começaram, e só as novas entram na versão nova. Quando duas instâncias do mesmo processo se comportam de formas diferentes, a versão costuma ser a explicação.

A lista vem por páginas

A lista mostra 20 instâncias por vez, e o rodapé permite 10, 20, 50 ou 100. O número ao lado do título é o total do tenant, não o tamanho da página — com 137 em andamento você lê "137 em andamento" mesmo vendo 20 linhas.

A página e o tamanho ficam no endereço da tela, então o link que você copiar leva quem receber exatamente para onde você estava.

O Histórico e o resultado da busca por variável também vêm por páginas, com o mesmo rodapé de 10, 20, 50 ou 100 por vez, e o número ao lado do título continua sendo o total encontrado. Aqui a paginação não é conforto: o histórico só cresce, e um tenant com anos de execução tem dezenas de milhares de instâncias concluídas. Nessas duas telas a página escolhida não vai para o endereço — copiar o link leva quem receber para a primeira página do mesmo filtro.

Status de uma instância

StatusSignificado
Em andamentoExecutando normalmente, aguardando próximas tarefas
ConcluídoTodas as etapas foram completadas com sucesso
SuspensoPausado temporariamente por um administrador
Com erroOcorreu uma falha em alguma etapa automatizada — inclui a etapa de um agente de IA que não devolveu resposta, e a etapa em que o agente declarou um impedimento
CanceladoEncerrado antes da conclusão

Uma etapa de agente de IA não vai para Com erro na primeira contrariedade. Quando o provedor não responde — tempo esgotado, erro do lado dele, conexão perdida — a plataforma repete a chamada por conta própria, até o limite de tentativas configurado na etapa (duas, se ninguém mudou). Só depois disso a instância aparece aqui. Quando a falha é do tipo que não melhora repetindo — chave de API recusada, cota estourada no provedor, conteúdo recusado —, a etapa vai para Com erro na primeira tentativa mesmo com tentativa sobrando, e a mensagem diz o motivo e o código que o provedor devolveu.

O botão Reprocessar dessa lista retoma a etapa a partir do ponto em que ela parou; ele não chama o modelo de novo. Se a resposta já tinha chegado e a falha foi ao gravá-la, reprocessar termina a etapa sem gasto nenhum. Se a chamada precisa ser refeita porque o limite de tentativas acabou, quem desenha o processo aumenta o limite na própria etapa de IA e republica.

Acompanhamento: onde o trabalho está parado

A lista responde uma instância por vez. Quando são dezenas, a pergunta do Gerente é outra — onde tudo está travado — e é isso que a tela Acompanhamento responde.

Ela mostra o diagrama do processo com um número em cada etapa que tem trabalho parado. Clique na etapa e a lista aparece embaixo, com o que está ali e por quê:

SituaçãoO que significa
Aguardando pessoaTarefa na caixa de alguém
FalhouA etapa automática esgotou as tentativas e parou
Tentando de novoFalhou, mas ainda tem tentativa pela frente
Aguardando prazoEspera uma data ou um tempo configurado
Em execuçãoEstá rodando agora

A contagem não inclui execução de teste: o número que a operação lê é de produção. Quando existe alguma, a tela diz logo abaixo do total quantas foram, para que "nós testamos" não deixe de existir em tela nenhuma.

A contagem inclui tudo, não só tarefas humanas. Uma etapa automatizada travada é justamente o que não aparece em nenhuma outra tela, e por isso ela aparece aqui com o mesmo destaque de uma aprovação pendente. Etapa sem nada parado não recebe número — o diagrama já a desenha.

O diagrama é de uma versão por vez

Um processo publicado mais de uma vez tem várias versões vivas ao mesmo tempo: as instâncias antigas terminam na versão em que começaram e só as novas entram na versão mais recente. Desenhar um diagrama e contar em cima dele instâncias de todas as versões dá número errado — uma etapa que só existe na versão nova recebe a carga da antiga, e a carga de uma etapa que sumiu do desenho não aparece em lugar nenhum.

Por isso a tela desenha uma versão de cada vez e diz qual: logo abaixo do nome do processo você lê algo como "12 em andamento na v3". Sem escolha sua, ela abre na versão com mais instâncias correndo — é onde está o trabalho do Gerente — e, em caso de empate, na maior. Se não houver nenhuma instância em andamento, ela cai na última versão publicada.

O seletor Versão, no canto superior, troca o desenho. Cada opção mostra quantas instâncias correm naquela versão, então você escolhe já sabendo o tamanho de cada uma; ao trocar, a etapa selecionada é limpa, porque as etapas de uma versão não são as mesmas da outra.

Quando sobra trabalho fora da versão desenhada, um aviso no topo diz quantas instâncias ficaram de fora. A tela nunca esconde trabalho em silêncio — esse número é o convite para trocar de versão no seletor e ver o resto.

Se o processo tiver documentação escrita, ela aparece logo abaixo do diagrama. É a mesma documentação que os administradores editam no Catálogo de Processos, e ela também aparece abaixo do diagrama lá — quem está olhando o processo lê o texto sem precisar trocar de aba. Processo sem documentação não ganha bloco nenhum.

Quem enxerga

Gerente, Administrador e Super Admin. O Usuário continua vendo apenas as próprias tarefas.

Instâncias de caso (CMMN)

Casos funcionam de forma mais flexível que processos. Um processo tem sequência: a próxima etapa é a que a seta aponta. Um caso não tem seta — ele abre de uma vez todas as etapas que já podem ser feitas, e você escolhe por onde começar.

Na prática, para quem trabalha:

  • As tarefas do caso chegam em Tarefas, junto com as de processo, e você reconhece a origem pela etiqueta CMMN no cartão
  • Quando um estágio abre com várias tarefas, todas ficam disponíveis ao mesmo tempo: no onboarding, "Criar E-mail", "Entregar Equipamentos" e "Liberar Acesso" aparecem juntas e podem ser concluídas em qualquer ordem
  • O caso anda sozinho conforme você conclui: concluir uma tarefa é o que libera a próxima etapa e o que fecha o estágio quando não sobra nada nele
  • O histórico registra todas as atividades realizadas, em qual ordem e por quem

Clicar no caso em Instâncias abre o detalhe como o de um processo: o plano do caso desenhado, com a etapa em andamento destacada em laranja e as concluídas em verde, o histórico de etapas e as variáveis que o caso carrega. Clicar numa etapa mostra também o que foi preenchido nela — as variáveis daquela tarefa, com o rótulo que o formulário dá a cada campo — e a etapa cujo job automático falhou aparece marcada com a mensagem do erro, como num processo.

Anexos funcionam no caso como no processo: o campo de arquivo de um formulário de caso aceita enviar, visualizar e substituir, respeitando a mesma política de anexos configurada na definição.

Acompanhamento também cobre casos: o caso aparece na lista de processos daquela tela, o plano é desenhado com o número de instâncias paradas em cada etapa, e clicar na etapa lista quem está ali. Os motivos são os mesmos do processo, mais um que só existe em caso:

SituaçãoO que significa
Aguardando inícioa etapa foi oferecida e espera alguém mandar começar

Plano do caso: o que você pode mandar o caso fazer

O detalhe do caso traz, abaixo do diagrama, o cartão Plano do caso: as etapas vivas do caso, o estado de cada uma e os botões que aquela etapa aceita naquele momento. É por aqui que uma etapa em Aguardando início deixa de ficar parada para sempre.

BotãoQuando apareceO que faz
Iniciara etapa está em Aguardando início — o modelo a ofereceu e espera alguém mandar começarcomeça a etapa; se ela for uma tarefa humana, a tarefa passa a existir em Tarefas
Descartara mesma situaçãodiz que esta execução não vai fazer aquela etapa opcional, e libera o estágio para fechar
Reoferecera etapa foi descartadavolta atrás: a etapa é oferecida de novo
Disparara etapa é um evento de usuário aguardandoavisa o caso de que aquilo aconteceu, liberando o que dependia do evento
Fechar estágioum estágio está aberto e já não tem nada obrigatório pendenteencerra o estágio, e com ele as etapas opcionais ainda oferecidas dentro dele

Os botões aparecem por etapa e por pessoa: quem trabalha no caso inicia, descarta, reoferece e dispara; Fechar estágio é ação de Gerente ou Administrador do tenant, porque encerra trabalho que outras pessoas ainda poderiam pegar. O botão que não aparece é o que não caberia ali — a plataforma não oferece uma ação que o motor recusaria.

Conduzir uma etapa não exige papel de gestão, e isso é escolha: seria estranho a pessoa iniciar um caso e depois não poder mandá-lo andar. O limite é outro, e é o mesmo do resto da tela — você só conduz o caso de que participa. Um caso em que você não entra responde como se não existisse, exatamente como no detalhe da instância: quem tentar pelo endereço não descobre nem que ele existe.

Um estágio só fecha sozinho quando não sobra nada dentro dele. Se o modelo deixa uma etapa opcional oferecida, o estágio fica aberto de propósito, esperando alguém decidir: fazer a etapa, descartá-la, ou fechar o estágio assim mesmo.

Logo abaixo, o cartão Marcos lista os marcos (milestones) que o caso já atingiu, com o momento de cada um — os pontos que o modelo marca como "daqui não se volta".

Uma etapa que aparece sozinha pode ter sido a IA que abriu

Um caso pode conter uma etapa de IA, e ela não abre nada por conta própria: ela grava uma variável, e a condição de entrada de outra etapa lê essa variável. Então uma tarefa que apareceu na lista sem ninguém ter clicado em nada normalmente veio daí — e o motivo está no desenho do caso, não escondido dentro da chamada. As variáveis do caso, no mesmo detalhe, mostram o que a IA escreveu.

Quando o agente declara um impedimento

Um agente pode ser autorizado a declarar um impedimento — dizer que não tem como concluir aquela etapa, e por quê: o documento não veio, o dado obrigatório está ausente. Quando isso acontece, a etapa é interrompida e a variável de resultado não é escrita. Nada de resposta parcial, nenhum texto de desculpa gravado no lugar do parecer.

Num caso, o caso continua aberto e a etapa pode ser executada de novo depois de resolvido o impedimento. Num processo, quem modelou decide o que acontece: com um caminho de erro desenhado para aquele código, a instância segue por ele; sem esse caminho, ela para na etapa, com o motivo nomeado. Quem iniciou a instância recebe notificação, uma vez por etapa. Como configurar está em Agentes de IA.

Suspender e Reativar não existem para um caso

E não é uma tela faltando: o motor de casos não tem suspensão, um caso está correndo ou terminou. Por isso a linha do caso em Instâncias mostra apenas Detalhes e Cancelar. Se algo chamar esses endereços mesmo assim, a resposta diz que a ação não se aplica a um caso, em vez de fingir que a instância não existe. Para interromper um caso, use Cancelar.

Formulário de início do caso

Um caso também pode pedir dados antes de começar. O formulário de início do caso é o Form Key preenchido no plano do caso — o retângulo externo do desenho —, não em uma tarefa. Quando ele existe, iniciar o caso abre o formulário; quando não existe, o caso começa direto, sem variável nenhuma.

Esse formulário de início não é conferido no servidor: um obrigatório em branco é barrado pela tela, e só por ela. A conferência no servidor existe ao concluir uma tarefa, e está descrita em Formulários.

Caso que atribui tarefa por expressão precisa de formulário de início

Se a primeira tarefa humana do caso é atribuída por uma expressão — ${gestor}, por exemplo — e o caso começa sem variáveis, o início falha com "Unknown property used in expression". O formulário de início é o que coleta esse valor: crie um campo com a mesma chave da expressão (gestor) e aponte o Form Key do plano do caso para esse formulário.

Flowi Agentic — Plataforma de Gestão de Processos com IA